Pólo de uma descentralização que se conquistou a golpes de liberdade exaltada, a Bienal de Cerveira é o lugar de diálogo, encontro, confraternização e confronto da Arte Contemporânea em Portugal.
Sensível, humana, internacional e polémica, a Bienal de Cerveira é a voz Credível dos artistas portugueses nos pleitos mundiais.
Preservá-la é obrigação de quem pugna pelos valores culturais no País de Abril.

Edgardo Xavier, Crítico de Arte, 1999

A exposição “Arte, Resistência e Cidadania” assume-se como um instrumento central para cumprir com a missão de valorização, dinamização e divulgação da Coleção da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, avaliada em mais de um milhão de euros. Mas muito mais do que uma reaproximação histórica e física no panorama artístico português e internacional das últimas quatro décadas, esta mostra é o reconhecimento do prestígio do evento Bienal Internacional de Arte de Cerveira, também ele consequência do 25 de abril e da sua utopia e ânsia criativa.

Hoje honram-se, na casa da Democracia, os artistas, os decisores, os entusiastas e, em particular, os impulsionadores desta que é uma das manifestações artísticas mais marcantes do país, os sócios fundadores da Fundação Bienal de Arte de Cerveira: Jaime Isidoro (1924-2009), José Rodrigues (1936-2016) e Henrique Silva (n.1933).

No ano em que se assinala o 40.º aniversário da bienal de arte mais antiga do país e da Península Ibérica (em termos de atividade), esta mostra é um manifesto – de intenção de democratização cultural e de promoção do acesso a um património cultural (i)material em exploração – cujo contributo para o panorama das artes plásticas na Região do Norte e no País é reconhecido de forma unânime.

Esta exposição é também uma paragem obrigatória numa viagem que se prolonga até Vila Nova de Cerveira, de 10 de agosto a 23 de setembro, na XX Bienal Internacional de Arte de Cerveira, onde a experimentação artística, a investigação e a atividade expositiva como meio de reflexão sobre a cultura visual contemporânea têm lugar cativo.

 

Presidente da Fundação Bienal de Arte de Cerveira e da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira,
Fernando Nogueira

 

Dias úteis | 10h00-12h00-14h30-17h00

As visitas guiadas à exposição exigem marcação prévia (24 horas), sendo que a curadora Helena Mendes Pereira estará disponível no local, todas as quartas-feiras, a partir de 25 de Abril de 2018 e até à data de término da exposição.

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