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A XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira alarga, mais uma vez, o seu âmbito expositivo, apresentando mais de 50 obras em Caminha, Paredes de Coura, Vigo e Ourense. “Estas mostras abrem portas a diálogos e expetativas de como a obra de arte pode ser um meio de comunicação intercultural, esbatendo fronteiras”, explica o coordenador artístico do evento, Cabral Pinto.

“A coleção do Museu Bienal de Cerveira, que reúne cerca de 600 obras de arte contemporânea avaliadas em mais de um milhão de euros, é a base das itinerâncias desta 19.ª edição, indo de encontro com a estratégia de descentralização cultural adotada pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira”, acrescenta o Presidente da FBAC, Fernando Nogueira.

O primeiro polo expositivo a inaugurar será o Centro Cultural Marcos Varcárcel, em Ourense, que acolhe, a partir de 22 de junho e até 15 de agosto, a exposição “Entre o pincel e o rato”, que propõe ao visitante uma reflexão sobre a evolução das formas de comunicação inerentes às obras de arte.

O Museu Municipal de Caminha (22 julho a 31 agosto) será anfitrião da mostra “Paisagem no Acervo” e o Centro Cultural de Paredes de Coura apresentará uma circulação de esculturas relacionadas com as “Representações da Figura Humana” (25 agosto a 1 outubro).

Por sua vez, o Centro Cultural do Instituto Camões em Vigo apresentará ao público, entre 29 de julho a 15 de setembro, uma itinerância da mostra “Aquarte – Uma mirada galaico-portuguesa sobre o rio Minho 2017”, um projeto de cooperação cultural transfronteiriça que apresenta a visão de 8 jovens artistas das duas margens do rio Minho.

Nas últimas décadas, a Bienal Internacional de Arte de Cerveira tem-se afirmado como um dos acontecimentos mais marcantes das artes plásticas no nosso país sendo, sem dúvida, um evento de referência para a cultura artística nacional e internacional. De recordar que esta é a bienal de arte mais antiga do país e da Península Ibérica em termos de atividade.