Mensagem do Diretor Artístico

Henrique Silva artista homenageado

Depois destes 37 anos vividos na companhia dos diversos intervenientes nesta que é e tem sido a mais resistente das inúmeras Bienais de Arte que passaram por esse tempo em Portugal, importa fazer uma reflexão sobre o papel que desempenhou e que deverá desempenhar no futuro a Bienal de Cerveira, como elemento integrador do desenvolvimento local, regional e mesmo nacional.

Se me perguntarem qual foi o benefício que tirou o Concelho onde está sediada a Bienal, para além do aspeto puramente promocional do turismo, confesso que não saberei responder, porque ainda hoje, e apesar de uma estrutura administrativa de cariz pública e complexa, a Fundação Bienal de Cerveira continua com os mesmos problemas que existiram desde as suas primeiras manifestações como se pode ler na imprensa dessa época.

Então o que resolveu a criação dessa Fundação?

Não creio que tenha sido uma solução ideal, já que não foi dotada dos meios consequentes para os seus fins e a sua manutenção requer um investimento para lá dos meios disponíveis para a dimensão deste Concelho. Torna-se pois indispensável, repensar a forma da sua identidade, dos seus objetivos reais e do seu papel na cultura a vários níveis, já que os Governos Centrais não sabem beneficiar e apoiar este que poderia ser um motor de desenvolvimento do Alto Minho.

Estou certo que o Órgão Executivo em funções neste Município, pela preocupação que tem demonstrado no melhoramento das condições de vida dos seus habitantes, saberá tomar as medidas necessárias à solução futura e duradoura do problema.

Nesta XVIII Bienal de Cerveira, devo fazer ressaltar, 1.º – os Convidados que, para rever o passado, vão estar presentes porque foram premiados nas anteriores Bienais; 2.º – as Homenagens, também porque desempenharam um papel importante na continuidade da Bienal e na imagem desta terra; 3.º – as Escolas Superiores de Arte como referencia à investigação e ao futuro da Arte Contemporânea e 4.º – o tradicional concurso para abrir portas a novos talentos.

 

Henrique Silva

Diretor Artístico da XVIII Bienal Cerveira

 

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