A Fundação Bienal de Arte de Cerveira deu destaque, em abril e maio, à temática da performance em Portugal, tendo proposto a reflexão com uma mostra e um ciclo de debates. “É tudo uma questão de performatividade” inaugurou a 7 de abril (sábado) no Fórum Cultural de Cerveira e apresentou 19 artistas deste género artístico.

Uma das características que marca e define a Bienal Internacional de Arte de Cerveira ao longo dos seus 40 anos de existência é a dimensão experimental e improvisada das suas primeiras edições, que a coloca em sincronia com as manifestações artísticas produzidas e consolidadas nos anos 1970/1980, em Portugal, “sobretudo com aquelas onde o corpo, o gesto e a ação do artista passam a constituir e a ser a própria obra de arte”, explicou Elisa Noronha, comissária da exposição.

A Bienal Internacional de Arte de Cerveira tornou-se, desde 1978, um espaço privilegiado de promoção e afirmação da performance como categoria ou género artístico. “É precisamente este contexto e mais amplamente, o performativo na arte contemporânea e a sua presença/representação na Coleção do Museu Bienal de Cerveira, que se apresentou ao público na exposição ‘É tudo uma questão de performatividade’”, referiu Cabral Pinto, coordenador artístico da Fundação Bienal de Arte de Cerveira.

“Paralelamente a outros eventos que surgem no contexto da renovação do campo cultural e artístico português após 1974, a Bienal de Cerveira tornou-se um espaço privilegiado de promoção e afirmação da performance como categoria ou género artístico, podendo-se mesmo dizer que a história do evento e a história da performance em Portugal se constroem mutuamente”, acrescenta Elisa Noronha.

A reflexão foi ainda promovida com um ciclo de debates “Arqueologia da performance em Portugal: escavação, história, memória e arquivo” que contou com os oradores Verónica Metello (7 de abril), Manoel Barbosa e Vânia Rovisco (14 de abril) e Hélia Marçal (12 de maio).

De acrescentar que no dia da inauguração Beatriz Albuquerque, artista interdisciplinar reconhecida pelas suas práticas interdisciplinares entre performance e novos mídia, apresentou a performance “Jogo: A Festa do Chá”.

A iniciativa integrou a candidatura “Bienal Internacional de Arte de Cerveira: 40 anos que projetam o futuro”, que contou com o apoio da República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes.

 

Artistas representados: Albuquerque Mendes, António Barros, António Olaio, Beatriz Albuquerque, Ção Pestana, Carlos Nogueira, Gerardo Burmester, Colectivo Artitude:01, Coletivo Renaissance 2001, Elisabete Mileu, Gracinda Candeias, Ilya Noe, Inês Norton, Manoel Barbosa, Silvestre Pestana, Tales Frey, Vera Goulart, Vera Martins e Vitor Rua.

Datas: 7 de abril a 26 de maio de 2018

Local: Fórum Cultural de Cerveira | Avenida das Comunidades Portuguesas S/N 4920-275, Vila Nova de Cerveira

Horário: terça a sexta-feira: 15h00 às 19h00; sábados e feriados: 10h00 às 13h00; 15h00 às 19h00 

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