Polliana Barba, Marco Moreira e Rui Horta vencem o Concurso Novos Artistas 2018!

Polliana Dalla Barba (BR), Marco Moreira (PT) e Rui Horta (PT) são os artistas vencedores do Concurso “Novos Artistas 2018”, que reuniu mais de 130 candidaturas. As exposições decorrerão entre os meses de fevereiro e julho de 2018 na Galeria do Fórum Cultural de Cerveira.

Segundo o Presidente da Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC), Fernando Nogueira, esta iniciativa tem como objetivo “consolidar a FBAC como uma instituição atenta e atuante no panorama artístico nacional e internacional atual, através da promoção e difusão da produção artística contemporânea, da experimentação e da atividade expositiva como meio de reflexão sobre a arte e sobre a cultura visual contemporânea, assim como do alargamento a novos públicos”.

A Comissão Consultiva de apreciação das propostas foi composta por personalidades de reconhecido mérito na área artística: pela responsável de Curadoria, Gestão de Coleção e Publicações do Maat, Ana Anacleto; pelo curador independente e editor da DARDO, David Barro; e pelo diretor adjunto do Museu de Serralves, João Ribas.

Aberto à participação de artistas nacionais e estrangeiros no máximo com 15 anos de carreira, o edital previa a seleção de três propostas de exposições individuais ou coletivas, sendo que os autores receberão uma ajuda de custo para a produção no valor de dois mil euros (incluído os impostos previstos na legislação em vigor).

O Concurso “Novos Artistas 2018” integra a candidatura “Bienal Internacional de Arte de Cerveira: 40 anos que projetam o futuro”, que conta com o apoio da República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes.

 

Resultados

 

Fase 1 | 3 de fevereiro a 31 de março de 2018 | Polliana Dalla Barba (BR)

SERENDIPIDADE é resultado de uma viagem realizada por mar entre os meses de março e abril de 2016 em a artista Polliana Dalla Barba cruzou o oceano atlântico, o mar adriático e o mediterrâneo até chegar em Israel. Durante o trajeto foram utilizados diferentes tipos de embarcações e meios de transportes, assumindo os improváveis desvios e enfrentando diversos contratempos. Estarão na mostra desenhos que fazem referencias à instrumentos de navegação, vídeos, fotografias e textos/relatos de viagem que exploram o universo náutico.

 

Fase 2 | 7 de abril a 26 de maio de 2018 | Marco Moreira (PT)

Pretende-se apresentar um conjunto de obras que buscam a interação com o visitante, (o público). Utilizando ferramentas, instrumentos e materiais que regularmente utiliza na sua prática de trabalho, como lápis de grafite e réguas de madeira e folhas de papel A4 cadernos e grafite, (objectos estes que altero e manipulo), o artista procura lidar com o que chama de síntese mecânica, acentuando a condição da ferramenta inerente aos objetos utilizados. Condição esta que vai permitir ao artista e a qualquer visitante experienciar a obra tanto táctil como visualmente, activando-a através da acção de desenhar.

 

Fase 3 | 2 de junho a 14 de julho de 2018 | Rui Horta (PT)

A proposta de exposição “ECO” (título mais que provável ) consiste na exibição de um conjunto de séries de desenhos e objectos, na sua grande maioria inéditos.  Que têm vindo a ser  executados sobre os mesmos pressupostos temáticos apesar de, apresentarem nalguns casos,  hiatos temporais longos. São disso exemplo séries como “Prelúdio”, “Plano de Decalque”, “Preparar papéis”, “Trabalho de chão”, “Um excerto” ou “Objetos solo”. A proposta reúne maioritariamente trabalho sobre papel podendo apresentar-se alguns objetos extraídos, por assim dizer, da última série referida. A exposição ilustra um processo arquivista que lida com um conjunto de abordagens e pesquisas que são  formalmente antagónicas que atestam de uma diversidade e inquietação constante, quase sempre recorrendo a parcos recursos ou limitando ao máximo os mesmos.

 

Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes

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