Apresentação

Inauguração exposição Artistas Premiados II e III Bienais de Cerveira 12.12 (65)

O Museu Bienal de Cerveira pretende ser um repositório da arte contemporânea nacional e internacional das últimas três décadas, reunido num espólio com mais de 500 obras.

Testemunhos | 1999, X Bienal de Cerveira

A propósito da realização da X Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira, que terá lugar no Verão de 1999, quero referir que a vida que a vida cultural do nosso país terá que passar por uma prática constante e consequente de projectos que, promovidos ao longo de todo o território congregam a atenção dos cidadãos, aproximando-os fenómenos da cultura e da arte, estimulando a fruição e melhorando a qualidade de vida.
É assim que entendemos que a Bienal de Vila Nova de Cerveira se enquadra, melhorando-se em cada nova edição e servindo os objectivos que pretende atingir.

Fernando Calhau, Director do Instituto de Arte Contemporânea

 

 

Com 20 anos de existência, a X Bienal de Cerveira presta uma justa homenagem ao seu criador e principal impulsionador: o Pintor Jaime Isidoro.
Como exemplo positivo de descentralização cultural, a Bienal de Cerveira destaca-se, desde 1978, como espaço de experimentação, revelação e consagração, com exposições, instalações, intervenções, performance, espectáculos e ateliers de arte ao vivo. Com a participação activa de numerosos artistas portugueses e estrangeiros, a Bienal de Cerveira promove um saudável ambiente de festa e convívio, proporcionando o diálogo com o público e o esclarecimento de aspectos pertinentes de Arte actual, através de visitas guiadas, conferências, debates e colóquios.

Eurico Gonçalves, Crítico de Arte

 

 

No nosso país o que não faltam são Bienais. Todas as instituições as querem organizar, todas as cidades as procuram promover. Mas quando falta um verdadeiro sentido de empenhamento cultural e uma vontade teimosa de partilhar com terceiros aquilo que a arte nos pode oferecer, então fica-se pelo meramente superficial, e as iniciativas caem, porque o brilho das inaugurações acaba por não compensar o investimento humano e material imprescindível nestas ocasiões. A Bienal de Cerveira é um exemplo de persistência e de empenhamento que só pode resultar do respeito que os seus organizadores têm vindo a demonstrar perante os criadores, do mais conceituado ao mais desconhecido. E esse é um exemplo que para o qual muitos deveriam olhar.

Miguel Von Hafe Pérez, Crítico de Arte

 

 

A Bienal definiu o seu território em Cerveira e foi definindo o seu projecto, alargando e mobilizando participações e propostas. Tornou-se um posto de diálogo internacional. Tornou-se um centro descentralização. Tornou-se um templo do nosso Tempo, onde os oráculos interpelam o futuro. Arte e Cerveira casaram-se há vinte anos. A união promete duração e criação. Uma agenda cultural que vai na 10º edição obteve pleno direito à sobrevivência.

César Príncipe, Jornalista

 

 

Levantas-te de manhã cedo, muito cedo, emborcas um café e escapas-te no teu carro em direcção à serra. Lá em cima, olhas, vives a serra, as árvores queimadas, as rochas, o mar, quase a teus pés, os coelhos que fogem, e acreditas até que vês traços de fósseis nas rochas, sentes os cheiros e ouves o ruído de passos duma velha que vai, com a sua vaca e a sua sachola, em direcção ao seu campo.
Uma buzina de tractor chama-te à realidade, é a altura, Dacos, de tornar a descer, a Bienal não é aqui é lá em baixo, mesmo à beira do rio e deves abrir o atelier de gravura… não esqueças que ainda só estás na tua terceira Bienal… eles já estão na décima… é importante não perder tempo… então, apressa-te…

Dacos, Gravador

 

 

O festival de Cerveira, é um encontro de escolas e uma decisão de vida pública com as artes.
O festival de Cerveira, não resolve os vossos problemas mas desarma-os.

Augustina Bessa Luís, Escritora

 

 

Sente-se a Natureza
Sente-se a Frescura
Sente-se a Península
Sente-se a Europa e o Mundo
Sente-se o país que gostaríamos
Vive-se o conhecimento no seu expoente mais transformador e futurista – A Arte

Jorge Levi, Fundador e Director do Leviteatro

 

 

“A Bienal de Cerveira é exemplo da arte de bem fazer pela Arte – estimável e fecundo exemplo, que a mesquinhez embaraça mas que a lucidez e a persistência consentem.”

Miguel Cadilhe, Administrador do Banco Português do Atlântico

 

 

Ao longo dos seus 20 anos de existência, a “Bienal de Cerveira” conseguiu adquirir, graças ao espírito de iniciativa, imaginação e criatividade dos seus organizadores, um prestigio indiscutível.
A Bienal internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira é, hoje, uma manifestação pujante e um marco incontornável que muito prestigiam Portugal e os seus artistas no panorama das artes contemporâneas.
Considero particularmente feliz o tema central escolhido para celebrar o seu 20º aniversário – as “Sete propostas para o novo milénio” do grande escritor italiano Italo Calvino, associados ao tema “Arte-Natureza-Ambiente”- e é com sincero regozijo que me congratulo com a escolha do Brasil como país convidado para participar activamente na X bienal. Quiero também associar-me à justíssima homenagem que será prestada ao pintor Jaime Isidoro, quer pela importância da sua obra, quer pelo papel que desempenhou na criação das Bienais.

Mário Soares, Presidente da Fundação Mário Soares

 

 

Pólo de uma descentralização que se conquistou a golpes de liberdade exaltada, a Bienal de Cerveira é o lugar de diálogo, encontro, confraternização e confronto da Arte Contemporânea em Portugal.
Sensível, humana, internacional e polémica, a Bienal de Cerveira é a voz Credível dos artistas portugueses nos pleitos mundiais.

Preservá-la é obrigação de quem pugna pelos valores culturais no País de Abril.

Edgardo Xavier, Crítico de Arte

 

 

A Bienal de Cerveira hoje continua a gerar expectativas. Institui uma nova intenção no panorama das manifestações de arte em Portugal. Passados vinte anos a expectativa consolidou-se, sem se ter esgotado.
A polémica que inicialmente esta série de acontecimentos quis edificar, tem tomado novas, outras configurações, ao nível da produção, dos âmbitos, da extensão, enfim… a Bienal consiste em pensar e agir atendendo às componentes mais exigentes: Social, ideológica, estética e artística.
Os compromissos que os artistas assumem, encaminham-se para a conciliação da sua actividade pessoal mais íntima – conceptual e actuante – com o espectáculo visível para o público que as Artes Plásticas também são. Presume-se que a cumplicidade, a proximidade estabelecida entre alguns artistas e o público durante a duração de cada edição da bienal seja algo marcante, que altera a forma das pessoas em geral se relacionarem com a Arte. Durante semanas, ciclicamente, Cerveira torna-se a ficção da Cultura que tem de ser a realidade factual de desenvolvimento regional, de raízes e amplitudes vasta.

Fátima Lambert, Crítica de Arte

 

 

A Bienal de Cerveira está de parabéns.
Ainda é jovem, por um lado. Por outro, chegou à idade de assumir certas responsabilidades.
Espero sinceramente que as cumpra.

Bernardo Pinto de Almeida, Director da Fundação Cupertino de Miranda

 

 

“A V Bienal, aquela a que directamente me liguei (Como co-produtor de um evento central) pode ser considerada, na micro-história de uma geração, como a data de reunião de vontades que até aí se desconheciam. Nas acesas discussões que conduziram à selecção dos artistas do núcleo “ A Arte dos anos 80” o Sul (Alexandre Melo e eu próprio) encontrou-se com o Norte (Bernardo Pinto de Almeida e Eduardo Paz Barroso), baralhou-se a geografia das terras, das obras e das amizades, (re)unificaram-se os circuitos artísticos nacionais e, desde logo, se tornou obsoleta a ideia de qualquer regionalização!”

João Lima Pinharanda, Crítico de Arte

 

 

Uma política cultural autêntica e eficaz só se concretiza quando aos elementos qualidade e quantidade se acrescenta ainda o factor continuidade – pois de boas intenções prematuramente interrompidas está o nosso país cheio…
A Bienal de Cerveira é efectivamente uma excepção exemplar na cultura portuguesa, pois é presente, aponta para o futuro e conta com um passado que já é História.

António Victorino D’Almeida, Maestro

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